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Nascimento e Infância

Dizem que quando uma criança nasce na noite da Lua Cheia que antecede o Solstício de Inverno, ela estará fadada a cobrir seu rosto para sempre devido ao Toque dos Mortos. Trata-se de uma maldição, cuja vítima adquire feições cadavéricas diversas, sem algum tipo de padrão. A criança acometida de tal infortúnio passa a viver excluída, por receio dos outros viventes, que o veem como mau presságio.

Filho de Genebra e Omar, o mais famoso guerreiro de Campos Ardentes, Otto nasceu sob a sexta Lua Cheia do ano. Ao ver seu primeiro feixe de luz, por pouco não morrera nas mãos da parteira, ao ver uma criança de pele cinzenta, olhos de fundos negros e íris com duas cores – uma vermelha e outra, amarela – dedos finos e longos e com dentes tortos. Impedido por Craf, poderoso druida, conselheiro de Ouro Verde, a criança foi poupada. Segundo ele, escritos antigos encontrados em ruínas das Bestiais falavam sobre a lenda de que uma criança “tocada pela morte” nasceria em tempos de caos. Martirizada pelo mau que a humanidade carrega, ela seria cuidada pelos deuses e participaria de eventos que mudariam o mundo.

Todavia não se sabia se os escritos eram confiáveis. Temendo ser mal visto pelos seus iguais, Omar deu a criança ao Orfanato de Albatroz e o vigiava esporadicamente, seguindo seus passos para verificar se os textos não se equivocaram. Sob a tutela de Craf, Otto cresceu como seu filho de criação, sem saber sobre tal profecia. Seu corpo se formou esguio, com poucos pelos, seu nariz não obteve toda a cartilagem, a boca ficou grande e com dentes acavalados e tortos, além de suas extremidades serem avantajadas.

Ele cresceu sempre fazendo uso de uma máscara, para cobrir aquilo que o trazia desgraça social, mas, mesmo assim, ele não passava despercebido pelas pessoas que o apontavam e o rechaçavam. Craf intervinha sempre para que o garoto crescesse o mais normal possível, porém, onde quer que andasse, Otto era sempre considerado um ser inferior. Porém sua inferioridade era apenas social, visto que se tratava de um ser habilidoso e inteligente. Ágil e de bom raciocínio, sempre se destacou pelo subterfúgio e grande capacidade perceptiva. Ao notar isso, Craf o coloca para treinar com os guerreiros do reino, sob a influência de Omar, que nunca se apresentou para o filho que tanto lhe causava vergonha.

Iniciando a vida adulta

Aos quinze anos, viajando com Craf, presenciou o ataque de um grupo liderado pelo feiticeiro Stevn, O Terrível, a zona portuária de Porto Celeste. Durante o saque, Craf se machuca gravemente, fica manco de uma perna e tem um olho arrancado pelo grande feiticeiro. Stevn foge levando a Relíquia dos Mil Saberes, capaz de ver o futuro e o passado. Este artefato estava sendo negociado por traficantes quando estourou o ataque. Tal acontecimento marcou muito a vida do jovem, que jurou um dia ter sua vingança.

Quatro anos depois, Craf recebe uma carta contando que Omar havia falecido e deixou uma herança para seu filho abandonado, porém Otto precisa merecê-lo por se tratar de artigos mágicos poderosos. Porém as preocupações do jovem aventureiro estão voltadas ao seu pai de criação, que está envelhecendo e ficando doente. Ele descobre que há uma poção criada pelos sacerdotes, de um templo a muitos dias de viagem, capaz de curar Craf. Otto manifesta interesse em curar seu querido tutor e parte em direção à aventura.

Otto usa um pano para tapar seu rosto e não pôr medo nas outras pessoas, inclusive por sentir vergonha de sua feição. Ele é introvertido, fala baixo, balbuciando muitas coisas ininteligíveis antes de pronunciar uma frase, sempre se situando nos cantos, para evitar ser visto pelos outros.

Os Acólitos das Forças

Há algum tempo atrás, dois clérigos de divindades opostas tiveram suas vidas entrelaçadas. Weeland, seguidora de Draxxos, e Koldemor, seguidor de Irilthor, apaixonaram-se. Desta união, nasceu uma criança horripilante, com traços cadavéricos. O filho chamou-se Ulduar e vislumbrou o futuro ao criar a Relíquia dos Mil Saberes: uma divindade maligna e necromântica tomaria o poder em Nobilia. Muitos descendentes de Ulduar retiveram suas características horripilantes, sempre possuindo ligações entre seus partos e eventos de grandes mudanças na história.

O significado dado por Craf a união

O druida fez uma interpretação baseada nos achados nas Bestiais:

Morte: a antítese da vida. Ela é fria, dolorosa e pode ser associada a algo muito ruim, mas é inevitável aos seres vivos, necessitando de sabedoria para conviver com ela, apesar das dificuldades e aceitações das pessoas. Representa o fim de um ciclo, o futuro de todos.

Força: para seguir adiante, apesar dos infortúnios. Corpo e mente são refúgios de força, uma benção dada aos mortais, para aprenderem com seus erros e acertos no decorrer de suas vidas. Aqueles que são fortes nem sempre serão bem vistos, mas, em contrapartida, o bom uso desta capacidade sempre será fundamental para reagir em momentos de necessidade. Força é aquilo que mantém a vida. Vida e morte em apenas um corpo geram um paradoxo, mas para alguns significa que haverá um colapso entre estes conceitos gerando o fim dos tempos e o início de novos.

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