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O atual líder do Povo de Atavignan.

Ariana estava cansada, estavam passando sobre um trecho cheio de árvores que lhe parecia agradável, caminhara praticamente o dia todo, parara junto com os outros apenas para almoçar. No grupo não havia cavalos, apenas dois jumentos que puxavam uma carroça que levava a maior parte dos suprimentos e provisões. A noite já estava chegando quando Kael resolveu parar para descansarem e passarem a noite, já estavam praticamente há duas semanas viajando e não mais que dois dias de viagem e estariam chegando à cidade. Mas mal sabiam eles que seria a última noite para a maioria do grupo. Talvez por destino, pura falta de sorte, ou muito azar mesmo, Kael o mais velho e líder do grupo de quase 20 pessoas, resolveu escolher parar e levantar acampamento em uma área que estava sendo alvo constante de ataques de um grupo bárbaro. Não muito longe dali, Taruk estava deitado em suas peles e em volta de uma fogueira olhando com avidez para um porco selvagem que estava sendo assado na sua frente, junto com mais quatro homens de aparências nada agradáveis, o resto do bando estava espalhado na mesma clareira. Estavam como de costume bebendo cerveja, que por sinal já estava acabando, fruto do ultimo saque na qual haviam tomado de um mercador que nunca chegara a seu destino. Eram bárbaros que viviam de saques a viajantes desavisados, comitivas e qualquer comboio que eles achavam que poderia ser lucrativo saquear, também havia mulheres raptadas em saques anteriores. Acontecia assim: matavam os homens, crianças e velhos, ficavam apenas com as mulheres. Faziam delas escravas, servas e também lhe tomavam o corpo para satisfazer seus desejos. Taruk estava terminando seu caneco quando chega até ele Kracos, que vigiava as estradas: - Ei Taruk, viajantes. - Quantos? - 8 ou 10 (sendo ele o mais inteligente sabia contar somente ate 10), têm dois jumentos e uma carroça. Taruk cortou um bom pedaço de porco, atirou-lhe a Kracos e disse: - Coma isso e fique lá, quando dormirem volte e nos avise. Os homens de Taruk se animaram, sabiam que iriam matar, saquear e talvez trazer outra mulher para o bando. De barriga cheia Ariana já estava deitada, olhando para as árvores que os cercavam e admirando o silêncio que agora repousava ali, pensando que se desse sorte na próxima cidade poderia arrumar alguém digno de ser seu marido e tirar-lhe dessa vida de viajante. Ela não sabia, mas encontraria sim alguém que iria lhe tirar dessa vida, mas não seria exatamente a que ela imaginava. Elessar estava sentado e escorado em um grande salgueiro, estava fazendo a vigia do grupo, estava chateado não queria ter sido escalado para a vigia naquela noite, queria dormir uma noite inteira e tranquila. Talvez por estar chateado ou por estar resmungando xingamentos a Kael, não escutara cerca de 5 homens caminhando a alguns metros a sua frente e em sua direção. Então Elessar escutara algo, desviou o olhar de uma aranha para tentar ver o que fizera o barulho, talvez algum animal atraído pela fogueira pensou ele, estava sentado e sua espada escorada no salgueiro. Seu coração deu um pulo, não era nenhum animal, era um homem, um não, 2, 3, 4 ou mais, ficara apavorado, pois não pareciam pessoas perdidas querendo abrigo com aqueles machados e espadas em mãos, Sua mão buscou a espada, mas foi tarde demais, já estava sentindo o frio da lâmina penetrando-lhe a carne de seu peito, pode sentir o hálito do homem quando este se aproximou e riu... Ariana estava quase adormecendo quando algo lhe chamou a atenção, havia homens em pé, em volta do grupo, mas eram desconhecidos, e quando o primeiro grito ecoara na clareira percebera do que se tratava - Bandidos! O caos tomara conta do local, Ariana estava apavorada em pé e sem saber oque fazer. - Corre Ariana! Era Kael gritando-lhe. Sem pensar duas vezes, tomada pelo medo começou a correr, estavam todos morrendo, era horrível, mas valorizava mais a sua vida. Taruk acabara de matar um jovem de no máximo 15 anos que tentara fugir, quando percebeu uma mulher correndo para dentro da floresta e então foi atrás dela com um sorriso no rosto. Oque acontecera ali foi uma barbárie, estavam todos dormindo, desarmados, não houve muito oque fazer. Os gritos já estavam mais baixos, achava que estava à salva, quando algo prendeu suas pernas e a fez cair facilmente, olhou para os pés e percebeu uma espécie de corda com pedras presas nas pontas e um homem vindo em sua direção. Taruk acertara exatamente os tornozelos da jovem, fazendo-lhe cair, e então se aproximou, ela estava sentada, parada e olhando-o, levantou ela do chão e a encarou com um largo sorriso. - Será que estava tentando fugir garota? Bom, essa não é minha historia e sim como meus pais se conheceram... PARTE II Ariana terminara de preparar dois grandes coelhos em pouquíssimo tempo, afinal de contas já estava a 6 anos fazendo isso. Já havia se passado seis anos desde que seu grupo fora atacado pelo bando de Taruk, pensava muito pouco nesse assunto, pois já estava acostumada a essa vida, agora tinha um filho, o pequeno Gork, que tinha 5 anos, oq significava que uma tentativa de fuga seria muito arriscado, devido a seu filho. Taruk havia lhe levado para o bando, e a feito sua mulher e de mais ninguém, isso havia lhe amenizado um pouco do medo sobre os demais, sendo Taruk o líder sabia que estava à salva dos outros. Logo no primeiro ano eles haviam tido Gork, não gostava de ver o filho sendo criado feito selvagem, mas não havia oque fazer, o sangue de seu pai corria em suas veias. Passados mais 5 anos, Ariana já havia conquistado completamente a confiança de Taruk, mas mesmo assim não havia desistido de fugir, parar de viver em meio a estes selvagens, mesmo que eles já tivessem determinado um local como vila. Foi então que em uma noite de lua cheia, que ela resolveu por em prática seu plano de fuga, Gork já tinha 10 anos era um rapaz feito, poderia e iria se virar muito bem sem ela. Na calada da noite, levantou e juntaram algumas roupas, provisões para alguns dias. Deu um beijo em seu filho e saiu da tenta onde estavam, teria que ser rápida, sabia que havia algum sentinela em algum lugar, temia ser pega, pois sabia que poderia ser morta pois já estava ficando velha, e mulheres velhas eram descartadas como roupa usada. Avistara o sentinela, estava ao lado oposto a de sua tenda e de costas, estava tudo dando certo.. estava - Mãe.. Estava na entrada da tenda, se voltasse correria muito riscos, e então deu as costas e saiu em fuga, ainda ouviu Gork lhe chamar mais uma vez, esquecera completamente da prudência, estava decidida, não olharia para trás, não pararia mais, mas então uma voz lhe fez parar, gelar sua espinha, era Taruk: - Ariana? Taruk não era tão burro para não perceber que Ariana não estava dando um passeio sob o luar com uma capa e uma mochila de viagem, viu a expressão de Taruk mudar, sabia que havia percebido a sua intenção, então tornou a correr em direção à estrada, por milagre estaria passando alguém, mas então algo lhe fez cair, algo muito parecido com que lhe derrubou há 11 anos. Taruk estava vindo em sua direção, e trazia consigo seu machado, sabia que nunca iria chegar a estrada, nunca mais iria preparar animal algum, nunca mais tornaria a ver seu filho, estava escuro e pode sacar sua faca de preparo sem que Taruk visse, quando este chegou perto ela pode perceber que estava furioso. Já havia chegado o sentinela junto com outro homem, dali não sairia viva, mas jurou por Urzzia que Taruk iria pagar pelos 11 anos de cativeiro, Taruk se abaixou para poder olhar diretamente nos olhos de Ariana: - ora, ora, você tentou fugir de mim um vez, dessa vez não vou ser tão bom, dessa noite você não.. Foi tudo muito rápido, antes dele poder terminar a frase, Ariana havia enterrado sua faca no peito de Taruk, estava sem proteção alguma, foi como carnear um cervo. 11 anos matando e preparando animais de todos os tipos lhe deu uma ótima habilidade com facas, sabia que havia acertado o coração de Taruk, - Vá e morra! Foi a ultima coisa que disse, pois quase na mesma hora em que acertara Taruk, os outros dois homens haviam lhe acertado com duas armas. E assim foi como meus pais morreram, agora irei contar como eu cresci. PARTE III Meu Pai não vivera mais outra noite, apenas o suficiente para deixar Kretos no comando do bando e se despedir de mim dizendo: - Acerte com toda força que tu puderes Gork. Nunca tive a intenção de ser um grande guerreiro, um herói ou algo do gênero, queria apenas ser que nem meu pai, mas vendo-o morrer, pude perceber que ele não era forte o suficiente, então desde esse dia decidi ser forte, muito forte, passei a caçar diariamente junto com o responsável pela caça do dia, passei a treinar, e ajudar nos saques. Culpava meu pai pela morte de minha mãe, sabia que era minha mãe a responsável pela morte de meu pai, mas não a culpava, era estranho, cresci com um sentimento de indiferença em meu coração e em meus pensamentos. Não me importava mais com o bando, ou com os outros, meu pai e minha mãe haviam morrido, comecei a pensar apenas em mim. Problemas dentro do bando começavam a surgir com os anos decorrentes, éramos muito numerosos e alguns achavam que eu deveria assumir o controle, por ser filho de Taruk e por Kretos estar velho. Eu estava com cerca de 20 anos e kretos numa idade avançada, suas decisões eram contestadas, mas ser líder de um bando de bárbaros saqueadores não era mais minha ambição, queria sair dali, nada que tinha ali me agregaria em nada, iria atrás de força, poder, e um bando de velhos bárbaros não poderiam me dar isso. E então depois de um saque feito a uns viajantes de ótima aparência e que levavam uma bandeira com desenhos bonitos, descobrimos que estes levavam muito ouro em um baú bem bonito. De volta ao bando Kretos queria metade do ouro apenas para ele, por ser líder, claro o restante não gostou muito da ideia. Como já não tinha mais paciência para discussões de velhos bêbados, interpus e sugeri dividir igualmente o ouro a todos, afinal de contas era assim que acontecia nos tempos de meu pai. Kretos e seus mais leais homens não gostaram, o restante do bando concordou, com os ânimos exaltados a discussão chegou a um nível preocupante, e ouve então a maior besteira da noite, uma flecha disparada em Kretos. Pronto, estava armada a confusão. Ouve confronto generalizado entre os homens do bando, se alguém tinha alguma rixa com alguém, com certeza seria ali resolvida. Tive que me defender matando dois ou três da parte de Kretos. Mas era a deixa para que eu deixasse o bando. Em meio à confusão consegui me distanciar, arrumar algumas coisas e sair dali. Já em meio a floresta e um pouco distante da vila ouço Kretos: - Onde pensa que vai garoto? - Não venha atrás de mim Kretos, não quero te machucar, apenas partir.. - Vai deixar sua vila para trás? Tudo que construímos? - Não há nada nesta vila que eu queira! - Então vá garoto, vá e nunca mais volte, por que se voltar, não haverá conversa, iremos resolver diferente. - Se um dia eu voltar e você ainda estiver vivo, vai ser apenas para te mostrar como me tornei forte e você um velho, apenas cuide de nosso povo Kretos. - Do meu povo, a partir de hoje você não faz mais parte dele. E então dei as costas e rumei para a cidade mais próxima. Agora iria atrás do que buscava e ansiava, força e poder sem me importar com mais nada, apenas eu mesmo.

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